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Respiração no Yoga

Actualizado: 12 may 2022

Pranayama: Prana (energia vital), Yama (controle/expansão). Em sânscrito é assim que nos referimos à respiração. Palavra central do Yoga. Quer dizer que não existe Yoga sem a consciência da respiração.


O que diferencia o Yoga de outras práticas físicas como aulas de alongamento e pilates é a respiração consciente. Porque Yoga é união de corpo, mente e espírito. O elo de ligação dos três está na respiração consciente.


Como alcançar essa respiração consciente?


Primeira etapa é reconhecer a sua própria respiração, sem fazer julgamentos. Somente identificar como ela está naquele momento, onde você sente a sua respiração no seu corpo, qual a intensidade e tempo de cada respiração.


Depois, vem a etapa de reaprender a respirar. Como assim? É isso mesmo! Quando nascemos respiramos como a natureza nos fez, ou seja, os diafragmas (músculos em formato de cúpula entre a cavidade torácica e abdominal) se expandem para baixo - em direção ao abdômen dando maior espaço para os pulmões se expandirem durante a inalação, se retraem para cima - em direção a cavidade torácica durante a exalação diminuindo a cavidade torácica.


Por isso, durante a prática do Yoga é muito comum praticarmos e aprendermos a respiração circular, ou seja, inala abdômen e peito e exala peito e abdômen. Aprendendo, assim, a trabalhar a respiração nas três etapas dela: abdominal (baixa), torácica (média) e clavicular (alta).


Por que desaprendemos a respirar?


Com o cotidiano ocidental e moderno, aceleramos e modificamos a noção de tempo, gerando ansiedade e estresse ao nosso corpo e mente. Consequência é uma mente agitada, com fluxo alto de pensamentos que geram tensões no corpo. Essas tensões geram uma nova maneira de respirar, direcionando a respiração para parte alta do peito, nas clavículas. Tal respiração utilizamos quando o corpo precisa de mais oxigênio para gerar energia no corpo, por exemplo, durante a prática de exercícios aeróbicos: corrida, spinning, natação, jump.


Porém, se estamos em repouso ou sentados num escritório produzindo material escrito, porquê nossa respiração estaria curta e concentrada na parte alta do tórax? Simples. Porque estamos tensos e não nos damos conta disso. Fato é que nosso corpo e mente se acostumam e passam a encontrar um padrão de normalidade nessa respiração.


Além do fator cotidiano, há também o fator estético. Muita gente ainda vê um corpo bonito como aquele que o abdômen é durinho e pra dentro. Logo, este é outro motivo para não relaxarmos o abdômen de maneira que os diafragmas possam se mover anatomicamente e expandir o abdômen durante a inalação. O que torna também a respiração curta, ou seja, somente na altura média e alta do tórax.


E, depois que já aprendemos a respirar?


Depois que já reconhecemos como é a nossa respiração e depois que aprendemos a praticar e a usar a respiração circular durante a prática do Yoga e no nosso cotidiano, podemos aos poucos aprender a gerenciar outras técnicas de respiração que nos proporcionam o aprendizado de expandir o tempo de cada etapa: inalação, retenção com pulmões cheios, exalação, retenção com pulmões vazios. Claro! Dentro das indicações e contra indicações de cada corpo e mente.




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