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A arte de Meditar

"Baba Nam Kevalam, Baba Nam Kevalan, Baba Nam Kevalan..." Tocava esse mantra enquanto eu estava sentada, de olhos fechados, numa sessão presencial de meditação guiada num retiro de Yoga, pela professora Joana Reis.


Quando abri os olhos, vi no horizonte o verde das árvores de uma grande montanha, o sol subindo ainda muito tímido, mas irradiando cor num amanhecer frio. O contraste de cores me despertou uma beleza única. O ambiente, tudo o que via e escutava me inundou de paz. Senti amor como nunca antes. Senti que queria aquilo todos os dias da minha vida. Comecei a meditar desde este dia.


Meditar parece fácil, mas começar é difícil. Não sabia como fazer, só tinha a ideia que teria que estar sentada e em silêncio. Minha professora de Yoga - naquela época em 2016 - Daniela Amorim, me orientou escutar esse mantra que me despertou todo esse querer, uma vez pela manhã assim que acordar e uma vez à noite antes de dormir, cantando junto e fazendo um minuto de silêncio depois. Assim comecei minha meditação e durante esse um minuto de silêncio fui descobrindo como minha mente era doente, como havia muitos pensamentos ansiosos, como minha mente não calava a boca.


Ainda não me sentia satisfeita com a minha meditação. Na mesma época meu psiquiatra me sugeriu ler e praticar os ensinamentos do livro Mindfullness - Atenção Plena por J. Mark G. Williams. Ainda disse que meditar era somente fechar os olhos e ver os pensamentos passarem mas não se envolver com nenhum deles, com a condição de fazê-lo todos os dias.


Fazer as atividades propostas do livro era o momento mais prazeroso. Cada semana tinha atividades de atenção plena para fazer. Aprendi a sentir e a ver a beleza no meio do caminho. Aprendi a dar atenção a beleza do mundo e aos meus sentidos e não a escutar os pensamentos que me geravam ansiedade. Fui aprendendo a confiar e a relaxar.


De repente, minha meditação diária de duas vezes ao dia passou a ser algo muito prazeroso e mais longo. Era um compromisso comigo mesma. Era o meu momento de aprender comigo mesma, de me escutar, de aprender a soltar, sentir e confiar.


Somente em 2019, durante o meu primeiro Curso de Professor de Yoga foi possível aprender a Arte de Meditar, ou seja, a arte de sentir, despertar o melhor que habita em mim. Aprendi a direcionar a atenção dentro do corpo, a sentir o coração batendo, a contemplar a energia que circulava dentro de mim através da respiração, a levar o olhar entre a sobrancelhas e ver flash de luzes. Aprendi a estar em pleno silêncio e a agradecer todos os dias pela incrível, única e perfeita criação divina. Aprendi a agradecer por ser e estar. Aprendi a amar.


Meditação é um estado de consciência. É um caminho de descoberta de si mesmo. É aprender a sentir e contemplar o seu ser interior. É confiar no canal de luz que você é. É amar a si mesmo. É sentir-se grato por cada respirar, por cada amanhecer, por cada caminhar, por cada momento. É reconhecer que a sua vida é única e valiosa. É aprender a soltar o controle e confiar em toda a energia positiva que habita em você. É ser protagonista da sua própria mente, onde reconhecemos que produzimos pensamentos e somente damos atenção àquele pensamento que você quiser.


Não há uma regra única para aprender a meditar. Há várias maneiras de desenvolver esse estado de consciência. Podemos começar com meditação guiada, com a técnica da atenção plena. Podemos começar deitados, sentados, de pé, caminhando. Podemos cantar mantras, vibrar sons. Podemos até mesmo meditar de olhos abertos. Porque? Repito! Meditação é um estado de consciência.






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